A sustentabilidade empresarial já afeta 49% das decisões de compra em Portugal, influencia o acesso ao crédito e determina a integração em cadeias de valor. Com o PAEC 2025-2030 em vigor e critérios ESG na banca, agir cedo é uma vantagem competitiva real.
Durante anos, a sustentabilidade pareceu um tema reservado às grandes corporações com departamentos próprios e orçamentos de marketing dedicados. Para quem geria uma pequena ou média empresa (PME), este conceito era distante.
Agora, a realidade é outra. A sustentabilidade empresarial tornou-se um fator que impacta diretamente a relação com os clientes, o acesso a mercados e a capacidade de crescimento de qualquer negócio, independentemente da sua dimensão.
Na REDUNIQ, acreditamos que as payment solutions for your business fazem parte desta equação mais ampla. Por isso, reunimos os principais ganhos concretos que um negócio português pode obter ao integrar a sustentabilidade no seu funcionamento diário.
O que os consumidores portugueses já não perdoam
O consumidor português mudou. Em 2025, segundo um estudo da Product of the Year Portugal publicado no Jornal de Negócios, 49% das decisões de compra dos portugueses foram influenciadas por critérios de sustentabilidade.
Adicionalmente, importa notar que, de acordo com um estudo da agência MARCO, 72% dos consumidores nacionais afirmaram que alterariam os seus hábitos de consumo se uma marca demonstrasse maior compromisso ambiental.
Esta exigência vai ainda mais longe, Portugal foi o país, entre os sete analisados nesse mesmo estudo, em que a resistência ao greenwashing foi mais expressiva: 91% dos portugueses defenderam sanções mais severas para as empresas que praticam comunicação ambiental enganosa.
Em suma, eis o que os consumidores portugueses já não toleram:
- Promessas vagas como “somos amigos do ambiente”, sem evidências;
- Incoerência entre o discurso e as práticas reais;
- Ausência de qualquer compromisso social ou ambiental visível.
Para os negócios sustentáveis em Portugal, este cenário representa uma clara oportunidade de diferenciação e fidelização, desde que a atuação seja coerente.
A sustentabilidade é o que separa os negócios que sobrevivem

A responsabilidade social das empresas deixou de ser, na prática, voluntária.
As grandes empresas que integram PME nas suas cadeias de valor pedem, cada vez mais, evidências de desempenho ambiental e social. Além disso, a banca incorpora critérios ESG na avaliação do risco de crédito e os programas públicos de apoio privilegiam candidaturas com práticas documentadas.
Uma PME sem qualquer perfil de sustentabilidade está em desvantagem, não apenas em termos reputacionais, mas também no acesso concreto a contratos, crédito e parcerias estratégicas.
Neste sentido, a sustentabilidade tornou-se literalmente o que separa os negócios que conseguem crescer dos que ficam progressivamente de fora.
A crescente popularidade da sustentabilidade nas empresas
Os dados confirmam a tendência. Segundo o «Barómetro Internacional ESG 2025», da consultora Ayming, publicado no Jornal de Negócios, 58% das empresas portuguesas já dispunham de uma estratégia ESG formal. Em Espanha e Itália, este valor ultrapassou os 80%, o que indica o espaço disponível para quem pretende antecipar-se em Portugal.
As empresas que enveredam por esta transição ganham acesso a melhores condições de financiamento, a cadeias de valor mais exigentes e a consumidores com critérios de decisão mais complexos.
Ignorar a sustentabilidade é, por conseguinte, uma desvantagem que pode tornar-se cada vez mais difícil de reverter.
Como ser sustentável sem cair no greenwashing
Com as novas diretivas europeias a apertarem o controlo sobre alegações ambientais e os consumidores cada vez mais informados, o risco do greenwashing é tanto regulatório como reputacional.
A linha entre sustentabilidade genuína e comunicação enganosa está na coerência entre o que se faz e o que se diz publicamente.
Saiba como valorizar o seu negócio com práticas sustentáveis sem cair nesta armadilha com estes passos simples:
- Mensure antes de comunicar: quantifique as emissões, o consumo de papel e energia antes de divulgar os resultados;
- Seja específico e verificável: em vez de “somos ecológicos”, prefira declarações como “reduzimos o uso de talões em papel em X% com digital payments";
- Aja antes de falar: a prática deve sempre preceder a comunicação pública;
- Documente as iniciativas: utilize ferramentas de diagnóstico ESG para obter dados concretos e auditáveis.
A credibilidade constrói-se com consistência e não com campanhas.
Como a economia circular está a mudar o retalho
Em março de 2026, o Governo português aprovou o Plano de Ação para a Economia Circular 2025-2030 (PAEC), que define a estratégia nacional para promover a vida útil dos produtos e reduzir o desperdício.
No setor do retalho, o plano prevê incentivar os estabelecimentos que adotem modelos mais circulares, como a venda a granel e a valorização de produtos em fim de ciclo comercial.
Para quem pretende alinhar-se com o comércio verde, a economia circular não começa apenas no produto: inclui a operação, nomeadamente a forma como se fatura, recebe e gere cada transação.
Uma loja com uma proposta sustentável que mantém todos os seus processos internos em papel perde coerência e eficiência.
O que os investidores já sabem e os comerciantes ignoram
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) definiu a supervisão do reporte de sustentabilidade como uma das suas prioridades para 2026.
Adicionalmente, a banca avalia o risco das PME com base em critérios de gestão de risco ESG e os fundos europeus exigem cada vez mais evidências de práticas sustentáveis nas candidaturas a financiamento.
O que os investidores compreenderam é que as empresas sem um perfil ESG em Portugal apresentam maior risco a longo prazo. São mais vulneráveis a mudanças regulatórias, à perda de contratos com grandes clientes e à desconfiança dos consumidores.
Por esta razão, uma PME com práticas documentadas parte com vantagem no acesso a crédito, a incentivos públicos e a parcerias estratégicas.
Por onde devem começar os negócios mais sustentáveis
A transição para uma empresa mais sustentável não exige uma revolução imediata. Há passos concretos e acessíveis para qualquer dimensão de negócio, de entre os quais se destacam os seguintes:
- Diagnóstico ESG: a REDUNIQ disponibiliza a plataforma ESG Quant, em parceria com a Mastercard, que permite obter, em cerca de 15 minutos, uma avaliação gratuita do posicionamento ESG da empresa, com recomendações específicas de melhoria;
- Digitalizar os pagamentos: a adoção de pagamentos sustentáveis nas PME reduz o consumo de papel, simplifica as operações e gera dados mensuráveis para um futuro relatório de sustentabilidade;
- Reduzir consumíveis: energia, papel e resíduos são as primeiras áreas de impacto real e rápido para a maioria das PME;
- Selecionar fornecedores com critério: a cadeia de abastecimento faz também parte da sustentabilidade empresarial;
- Comunicar com rigor: partilhe apenas o que consegue comprovar. Menos é mais quando o tema é sustentabilidade.
A sustentabilidade empresarial não começa com uma declaração pública. Começa com uma decisão interna, consistente e mensurável que, ao longo do tempo, se transforma numa vantagem competitiva difícil de replicar.
Pronto para dar o primeiro passo? A REDUNIQ ajuda-o a fazê-lo em 15 minutos.
Frequently Asked Questions (FAQs)
A sustentabilidade empresarial é a integração de práticas ambientais, sociais e de boa governança (ESG) no funcionamento de uma empresa. Para as PME em Portugal, é cada vez mais relevante, pois influencia o acesso a financiamento, a elegibilidade para programas de apoio público e a relação com consumidores e parceiros que valorizam marcas responsáveis.
A forma mais simples é realizar um diagnóstico através da plataforma ESG Quant, disponibilizada gratuitamente pela REDUNIQ em parceria com a Mastercard. Em cerca de 15 minutos, obtém uma pontuação ESG objetiva e recomendações concretas de melhoria, sem necessidade de instalação nem de conhecimentos técnicos avançados.
O greenwashing consiste em comunicar compromissos ambientais superiores ao que a empresa realmente pratica. Em Portugal, 91% dos consumidores defendem sanções mais severas para este tipo de práticas. Além do risco reputacional, as novas diretivas europeias sobre alegações ambientais preveem consequências regulatórias pela comunicação enganosa.
A economia circular é um modelo que privilegia as redução, reutilização e reciclagem de materiais em detrimento do modelo linear de “produzir, usar e descartar”. Em Portugal, o PAEC 2025-2030 prevê incentivos para os negócios de retalho que adotem práticas mais circulares. Para as PME, esta transição pode significar redução de custos operacionais, diferenciação e melhor acesso a programas de apoio.
Sim. A banca portuguesa incorpora cada vez mais critérios ESG na avaliação de risco de crédito e os programas de financiamento europeu exigem evidências de práticas sustentáveis nas candidaturas. Uma PME com práticas documentadas e um perfil ESG estruturado parte com vantagem na negociação de condições de crédito e no acesso a incentivos públicos.