O que os empresários precisam de saber sobre as novas exigências ambientais no mercado

Tudo o que as empresas de menor dimensão precisam saber sobre as exigências ambientais e a sustentabilidade em 2026.
Always know everything first hand

Stay one step ahead with our tips. Subscribe!

Subscribe to the blog

A sustentabilidade já não é opcional para as empresas. Agora, a regulação europeia, os fornecedores e os financiadores exigem ação. As PME devem calcular as emissões, considerar as certificações ambientais e comunicar sem greenwashing. Saiba o que muda com as novas exigências ambientais e como preparar o seu negócio.

A sustentabilidade é atualmente um dos temas centrais da agenda empresarial europeia e Portugal não é exceção.

As exigências ambientais chegam de vários lados, da regulação aos parceiros comerciais, passando pelas entidades financiadoras e pelos consumidores cada vez mais informados.

Para as PME que procuram payment solutions for your business alinhadas com os padrões que o mercado atual impõe, a REDUNIQ disponibiliza não só ferramentas de pagamento modernas, como também apoio concreto na jornada de sustentabilidade de cada empresa.

Nas próximas secções, respondemos às perguntas que mais surgem neste domínio, como o que a regulação já exige, como calcular as emissões do negócio, o que implica obter uma certificação ambiental e como comunicar sem cair na armadilha do greenwashing.

O que a regulamentação europeia ESG já exige das empresas

O quadro regulatório europeu em matéria de empresas ESG consolidou-se de forma expressiva nos últimos anos.

O instrumento central é a Diretiva de Reporte de Sustentabilidade Corporativo (CSRD), que obriga determinadas empresas a divulgarem informação detalhada sobre o seu desempenho ambiental, social e de governança, de acordo com as normas europeias de reporte de sustentabilidade (European Sustainability Reporting Standards – ESRS).

O que muda com o Pacote Omnibus I?

A 26 de fevereiro de 2026, o Pacote Omnibus I (Diretiva 2026/470/UE) foi publicado no Jornal Oficial da União Europeia (UE) e entrou em vigor a 18 de março do mesmo ano.

Esta diretiva introduziu alterações substanciais ao quadro anterior, reduzindo significativamente o número de empresas sujeitas à CSRD.

Após as novas regras, a diretiva aplica-se apenas às organizações que reúnam, em simultâneo, os seguintes critérios:

  • Mais de 1000 trabalhadores (consolidados, quando aplicável);
  • Volume de negócios líquido superior a 450 milhões de euros ou ativos totais superiores a 25 milhões de euros.

Para a esmagadora maioria das PME portuguesas, não existe, portanto, obrigação legal de elaborar um relatório de sustentabilidade.

Contudo, isto não significa que o tema lhes seja indiferente, uma vez que parceiros comerciais, entidades financiadoras e programas de apoio público integram, com crescente frequência, critérios ambientais e sociais nos seus requisitos de elegibilidade.

Leitura Recomendada

Descubra como a sustentabilidade empresarial fortalece o valor da sua marca junto de clientes e parceiros.

Ler Artigo Completo →

Outros instrumentos europeus a conhecer

Além da CSRD, o quadro regulatório europeu inclui outros instrumentos com impacto direto ou indireto sobre os pequenos negócios:

  • Taxonomia da UE: classifica as atividades económicas em função da sua sustentabilidade, condicionando o acesso a financiamento verde e a determinados programas de incentivo;
  • VSME (Voluntary Sustainability Reporting Standard for SMEs): norma voluntária de reporte de sustentabilidade para PME, recomendada pela Comissão Europeia (CE) a partir de julho de 2025, que oferece um referencial proporcional e acessível à dimensão das empresas de menores dimensões;
  • CSDDD (Corporate Sustainability Due Diligence Directive): obriga as grandes empresas (com mais de 5000 trabalhadores e um volume de negócios superior a 1500 milhões de euros) a identificarem e mitigarem os impactos negativos ambientais e em matéria de direitos humanos ao longo de toda a sua cadeia de fornecimento, o que, na prática, gera pressão indireta sobre os fornecedores PME.

Para quem pretende ir além do enquadramento regulatório, vale a pena explorar como estruturar a gestão de risco ESG de forma prática e adaptada às características de cada negócio.

Como calcular a pegada de carbono de um negócio de pequena dimensão

O cálculo da pegada de carbono é frequentemente visto como um exercício reservado a grandes grupos empresariais.

Na realidade, existem metodologias acessíveis e internacionalmente reconhecidas que qualquer PME pode aplicar, independentemente do setor de atividade ou do número de colaboradores.

As referências metodológicas

As duas normas de referência são o GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol), desenvolvido pelo WRI (World Resources Institute) e pelo WBCSD (World Business Council for Sustainable Development), e a ISO 14064-1.

Ambas organizam as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em três categorias, comummente designadas por “âmbitos” ou “scopes”:

  1. Âmbito 1 – Emissões diretas: resultam de fontes controladas pela própria empresa, como a combustão de combustíveis nas instalações ou nos veículos da frota própria;
  2. Âmbito 2 – Emissões indiretas da energia adquirida: correspondem às emissões geradas na produção de eletricidade, aquecimento ou arrefecimento comprados e consumidos pela empresa;
  3. Âmbito 3 – Emissões indiretas da cadeia de valor: englobam todas as emissões geradas a montante e a jusante da operação, incluindo a produção de matérias-primas pelos fornecedores, o transporte de mercadorias, as deslocações dos colaboradores e o tratamento de resíduos.

Passos práticos para uma PME

Para uma empresa de menor dimensão, o ponto de partida mais acessível é focar-se nos âmbitos 1 e 2, que são mensuráveis com dados já disponíveis internamente.

O roteiro básico compreende os seguintes passos:

  1. Definir os limites do cálculo: que instalações, atividades e período temporal serão abrangidos (tipicamente, um ano civil);
  2. Inventariar as fontes de emissão: consumo de combustíveis, eletricidade, aquecimento e arrefecimento;
  3. Recolher os dados de atividade: litros de combustível consumidos, kWh de eletricidade faturados, entre outros;
  4. Aplicar fatores de emissão reconhecidos: converter cada dado em toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e);
  5. Documentar os resultados: estabelecer metas anuais de redução comparáveis entre períodos.

A ESG tool Quant, disponibilizada pela REDUNIQ em parceria com a Mastercard, inclui um diagnóstico estruturado que ajuda a identificar os principais riscos e oportunidades de desempenho ambiental da empresa, constituindo um ponto de partida sólido para este processo.

O que é uma certificação ambiental e que documentos são necessários?

A certificação ambiental para empresas é o reconhecimento formal, por uma entidade independente e acreditada, de que a organização dispõe de um sistema de gestão ambiental (SGA) eficaz e orientado para a melhoria contínua.

Em Portugal, as duas referências mais relevantes são a ISO 14001 e o EMAS (Eco-Management and Audit Scheme).

ISO 14001: a norma de base

A norma NP EN ISO 14001 é a referência internacional mais utilizada pelos sistemas de gestão ambiental, aplicável a organizações de qualquer dimensão e setor.

Não impõe níveis predefinidos de desempenho ambiental, exigindo, antes, o compromisso com as conformidade legal e melhoria contínua do desempenho ambiental.

Para iniciar o processo de certificação, a empresa deve preparar e manter um conjunto de elementos fundamentais:

  • Política ambiental: declaração formal do compromisso da gestão de topo com a proteção ambiental;
  • Registo de aspetos e impactos ambientais: identificação dos produtos, serviços e atividades com impacto ambiental significativo;
  • Levantamento dos requisitos legais: identificação da legislação ambiental aplicável à atividade da empresa;
  • Objetivos e metas ambientais mensuráveis: definição de indicadores e prazos concretos para cada compromisso;
  • Programa de gestão ambiental: plano de ação detalhado para atingir os objetivos traçados;
  • Registos de auditorias internas: incluindo as revisões periódicas pelo órgão de gestão de topo.

O processo de certificação decorre tipicamente em quatro etapas:

  1. Implementação do SGA;
  2. Auditoria interna;
  3. Auditoria de certificação por um organismo acreditado [em Portugal, através do Instituto Português de Acreditação (IPAC)];
  4. Emissão do certificado.

EMAS: o nível seguinte

O EMAS (Eco-Management and Audit Scheme) é um regulamento europeu de participação voluntária que incorpora todos os requisitos da ISO 14001 e acrescenta exigências adicionais, tais como:

  • O levantamento ambiental inicial das instalações da empresa;
  • A conformidade plena e demonstrável com toda a legislação ambiental aplicável;
  • A declaração ambiental, conferida por um verificador ambiental acreditado e disponibilizada publicamente;
  • O diálogo ativo com colaboradores e demais partes interessadas.

Em Portugal, o registo EMAS é gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Uma empresa que já possua certificação ISO 14001 pode avançar para o EMAS sem necessidade de repetir o levantamento ambiental inicial, desde que os aspetos ambientais exigidos pelo regulamento estejam contemplados no SGA.

Quais são os custos reais de adotar práticas mais responsáveis num negócio?

As novas exigências ambientais no mercado

A preocupação com os custos é legítima e compreensível, sobretudo no contexto das PME.

Porém, é essencial avaliar o investimento em sustentabilidade considerando simultaneamente os encargos iniciais e os benefícios tangíveis a médio e longo prazo.

Onde estão os custos?

  • Diagnóstico ESG: a ferramenta ESG Quant, disponibilizada pela REDUNIQ fornece um relatório personalizado em cerca de 15 minutos;
  • Consultoria e implementação do SGA: os custos variam em função da dimensão da empresa e do grau de preparação prévia. Para uma PME, a implementação de um sistema orientado para a ISO 14001 pode envolver honorários de consultoria, formação de colaboradores e custos de auditoria;
  • Eficiência energética: os investimentos em iluminação LED, isolamento térmico ou substituição de equipamentos apresentam períodos de retorno que rondam, tipicamente, os dois a cinco anos, com poupanças imediatamente visíveis na fatura energética mensal;
  • Digitalização de processos: a adoção de, por exemplo, pagamentos digitais sustentáveis e faturação eletrónica reduz o consumo de papel, os custos de impressão e os recursos associados à gestão física de documentação.

As vantagens compensam?

Além da redução dos custos operacionais, um perfil ambiental mais robusto abre portas aos seguintes benefícios:

  • Acesso a linhas de financiamento do Portugal 2030 e de programas europeus que integram critérios ESG como requisito de elegibilidade;
  • Melhores condições em financiamentos bancários com componente verde, cujo acesso depende, em parte, do desempenho ambiental da empresa;
  • Vantagem competitiva em processos de concurso público e de seleção de fornecedores por parte de grandes empresas sujeitas a obrigações ao longo da cadeia de valor.

Para quem pretende começar sem grandes investimentos, implementar pequenas alterações ambientais já pode fazer uma enorme diferença.

Leitura Recomendada

Saiba como implementar práticas de sustentabilidade nas empresas e impulsionar o seu negócio de forma responsável.

Ler Artigo Completo →

Como comunicar as iniciativas ambientais sem incorrer em greenwashing

A comunicação das práticas ambientais é atualmente uma área de risco crescente para qualquer empresa.

A partir de 27 de setembro de 2026, a Diretiva Europeia de Capacitação dos Consumidores para a Transição Verde (Empowering Consumers for the Green Transition – ECGT, Diretiva 2024/825/UE) passa a ser plenamente aplicável em toda a UE, com implicações legais concretas para as empresas que façam afirmações ambientais enganosas ou não fundamentadas.

O que é que a ECGT proíbe?

A diretiva estabelece um conjunto de práticas expressamente vedadas:

  • Afirmações genéricas sem substanciação verificável: termos como “ecológico”, “verde”, “sustentável”, “amigo do ambiente” ou “biodegradável” são proibidos sem especificação clara e demonstrável do que os fundamenta;
  • Alegações de neutralidade carbónica: baseadas em esquemas de compensação de emissões (carbon offsets), em vez de reduções reais ao longo da cadeia de valor;
  • Afirmações sobre a empresa ou o produto na globalidade: quando apenas podem ser substanciadas para um aspeto específico da atividade ou para uma linha de produtos em particular;
  • Apresentação do cumprimento de requisitos legais obrigatórios: quando esse cumprimento é exigido de todos os operadores do setor e, por isso, não constitui qualquer diferenciação real.

Boas práticas de comunicação ambiental

A regra fundamental é simples: só deve comunicar-se o que se consegue provar. Eis algumas orientações concretas:

  • Utilizar indicadores quantitativos sempre que possível (por exemplo: “reduzimos o consumo de energia em 18% face ao ano de referência”);
  • Referenciar certificações reconhecidas, como a ISO 14001 ou o EMAS, em vez de adjetivos genéricos;
  • Distinguir claramente entre iniciativas já implementadas e aquelas que estão em fase de implementação ou planeadas para o futuro;
  • Documentar e publicar os dados de desempenho ambiental, ainda que de forma voluntária, através de um relatório de sustentabilidade.

Uma empresa sustentável ganha credibilidade precisamente quando a comunicação é transparente, fundamentada e consistente ao longo do tempo e não apenas uma estratégia de marketing.

Como a política ambiental afeta a relação com fornecedores e parceiros

A adoção de uma política ambiental estruturada não tem efeitos meramente internos: repercute-se diretamente nas qualidade e natureza das relações com fornecedores, parceiros comerciais e clientes empresariais.

O “efeito cascata” da regulação europeia

A CSDDD obriga as grandes empresas a identificarem, prevenirem e mitigarem os impactos ambientais e sociais negativos ao longo de toda a sua cadeia de valor.

Na prática, um fornecedor PME pode ser solicitado a demonstrar o seu desempenho ambiental como condição para manter ou formalizar uma relação comercial com um cliente de maior dimensão.

Este efeito em cascata está a tornar-se cada vez mais frequente. Os pedidos de informação que as PME recebem com mais regularidade incluem:

  • Questionários sobre a política ambiental interna e os objetivos definidos;
  • Pedidos de informação sobre emissões de CO₂ e estratégias de redução;
  • Exigência de certificações ambientais como condição contratual ou critério de avaliação de fornecedores;
  • Avaliação de indicadores sociais, como condições de trabalho, diversidade e saúde e segurança ocupacional.

Como preparar-se

A preparação para estas exigências começa pela estruturação interna. Eis algumas medidas concretas e proporcionais à dimensão de uma PME:

  • Desenvolver uma política ambiental formal, mesmo que simples, que reflita os compromissos e os objetivos da empresa;
  • Iniciar a monitorização dos principais indicadores ambientais, ainda que sem obrigação de reporte formal;
  • Integrar critérios de sustentabilidade na seleção de fornecedores, promovendo coerência ao longo de toda a cadeia de valor;
  • Utilizar o relatório gerado pela ferramenta ESG Quant como documento de referência partilhável com parceiros e entidades financiadoras.

The pagamentos sustentáveis nas PME são também um sinal da coerência estratégica que os parceiros comerciais valorizam e que contribui para a construção de uma reputação sólida e duradoura.

Que indicadores usar para mensurar o progresso das ações implementadas

A implementação de qualquer estratégia de sustentabilidade só é verdadeiramente eficaz quando acompanhada de um sistema de monitorização rigoroso e consistente.

KPI ambientais recomendados para PME

Os referenciais voluntários disponíveis para empresas de menor dimensão, nomeadamente a norma VSME e os padrões da GRI (Global Reporting Initiative), sugerem um conjunto de indicadores acessíveis e significativos:

  • Consumo de energia total (kWh/mês ou por unidade produzida), com distinção entre fontes renováveis e não renováveis;
  • Emissões de GEE (tCO₂e/ano) por âmbito, começando pelos âmbitos 1 e 2 e, progressivamente, integrando o âmbito 3;
  • Consumo de água (m³/mês), com identificação de potenciais pontos de desperdício;
  • Volume de resíduos gerados (toneladas/ano) e percentagem de resíduos valorizados ou reciclados;
  • Número de transações e documentos processados digitalmente vs. em papel;
  • Percentagem de energia renovável utilizada nas operações;
  • Horas de formação dos colaboradores em matéria de sustentabilidade;
  • Percentagem de fornecedores avaliados segundo critérios ESG.

Como garantir consistência na monitorização

A monitorização só produz valor se for realizada com regularidade e segundo critérios estáveis ao longo do tempo:

  • Designar um responsável interno pelo acompanhamento dos indicadores e pela recolha periódica de dados;
  • Estabelecer um período de referência claro (tipicamente, o ano civil) e documentar as fontes e metodologias utilizadas;
  • Realizar uma revisão anual dos KPI, ajustando-os à medida que a estratégia de sustentabilidade evolui e a empresa ganha maturidade neste domínio;
  • Partilhar os resultados de forma transparente com as partes interessadas mais relevantes, como parceiros, financiadores e colaboradores.

Para terminar

A sustentabilidade deixou de ser um assunto reservado às grandes empresas cotadas em bolsa.

A regulação europeia está a reformular as exigências do mercado, os financiadores integram critérios ESG nas respetivas condições de acesso e os parceiros comerciais exercem uma pressão crescente ao longo de toda a cadeia de valor.

Para as PME portuguesas, o caminho não tem de ser complexo nem dispendioso: começa pelo conhecimento do quadro regulatório em vigor, por um diagnóstico honesto da situação atual e pela definição de prioridades compatíveis com os recursos disponíveis.

A REDUNIQ apoia as PME portuguesas não só com ferramentas de pagamento que contribuem para um perfil ambiental mais favorável, mas também com a plataforma ESG Quant, para que cada empresa possa iniciar a sua jornada de sustentabilidade de forma estruturada, gratuita e orientada para resultados concretos.

Perguntas Frequentes (FAQ)

A minha PME está obrigada a elaborar um relatório de sustentabilidade?

Após o Pacote Omnibus I (Diretiva 2026/470/UE), a CSRD aplica-se apenas a empresas com mais de 1000 trabalhadores e volume de negócios superior a 450 milhões de euros. A maioria das PME portuguesas está, por isso, fora deste âmbito. Ainda assim, a norma voluntária VSME oferece um referencial acessível para quem queira estruturar a sua informação ESG e ganhar credibilidade junto de financiadores e parceiros.

O que são os âmbitos 1, 2 e 3 no cálculo da pegada de carbono?

São três categorias de emissões definidas pelo GHG Protocol. O âmbito 1 engloba as emissões diretas controladas pela empresa (combustíveis próprios, frota de veículos); o âmbito 2 corresponde às emissões associadas à energia comprada (eletricidade, aquecimento e arrefecimento); e o âmbito 3 abrange todas as emissões geradas ao longo da cadeia de valor, dos fornecedores aos clientes finais. Para uma PME, recomenda-se começar pelos âmbitos 1 e 2, que são mais simples de mensurar e documentar com os dados já disponíveis internamente.

Qual é a diferença entre a certificação ISO 14001 e o registo EMAS?

A ISO 14001 é a norma internacional para sistemas de gestão ambiental, aplicável a qualquer organização independentemente da dimensão ou do setor. O EMAS é um regulamento europeu de participação voluntária que incorpora todos os requisitos da ISO 14001 e acrescenta exigências adicionais, nomeadamente a publicação de uma declaração ambiental verificada por um auditor independente acreditado e a demonstração de conformidade plena com a legislação ambiental. Uma empresa que já possua certificação ISO 14001 pode progredir para o EMAS sem repetir o levantamento ambiental inicial.

Que afirmações ambientais são proibidas pela regulação europeia em vigor?

A Diretiva ECGT (2024/825/UE), aplicável a partir de 27 de setembro de 2026, proíbe termos genéricos como “verde” ou “sustentável” sem substanciação verificável, alegações de neutralidade carbónica baseadas na compensação de emissões e declarações sobre a empresa na globalidade quando apenas se aplicam a um aspeto específico.

Como pode a REDUNIQ ajudar a minha empresa na jornada de sustentabilidade?

A REDUNIQ disponibiliza a plataforma ESG Quant, desenvolvida em parceria com a Mastercard, que permite obter em cerca de 15 minutos, um diagnóstico objetivo do posicionamento ESG da empresa, com identificação de riscos, oportunidades e recomendações de melhoria personalizadas. Além disso, as soluções de pagamento digital da REDUNIQ contribuem para a redução do uso de papel e das emissões associadas, gerando dados mensuráveis que podem ser integrados num eventual relatório de sustentabilidade.

Share this article

Recent articles

Related articles

As vantagens da sustentabilidade empresarial

O que os negócios portugueses podem ganhar quando a sustentabilidade passa a fazer parte do seu dia a dia

Read article

Relatório de sustentabilidade para PME – REDUNIQ

Como os pagamentos digitais já contam para o relatório de sustentabilidade para PME

Read article

Pagamentos sustentáveis nas PME – REDUNIQ

Da economia circular ao checkout: como os negócios sustentáveis podem utilizar os pagamentos para reforçar práticas ecológicas

Read article

All the payment solutions your business needs

en_GBEN