Em Portugal, a maioria das compras já é feita sem dinheiro vivo. Aceitar pagamentos com TPA deixou de ser opcional, sendo agora fundamental para reter clientes, agilizar o fluxo de caixa e cumprir a lei em vigor.
O dinheiro vivo está a perder terreno em Portugal e a mudança já se sente no dia a dia de qualquer negócio: utilizar cartões, contactless, MB WAY ou o smartphone como meios de pagamento tornou-se a escolha natural de uma parte cada vez maior dos clientes portugueses e dos turistas que visitam o país.
Neste artigo, explicamos:
- Que percentagem das compras já dispensa o dinheiro físico;
- O que muda concretamente para um negócio quando os clientes deixam de pagar em numerário;
- Que funcionalidades um terminal de pagamento deve ter em 2026 e como integrá-lo no software de gestão da sua empresa.
A REDUNIQ ajuda milhares de empresas portuguesas a adaptarem-se com payment solutions for your business, seja qual for o setor ou a dimensão.
Que percentagem das compras em Portugal já é feita sem dinheiro vivo?
Os números mais recentes confirmam uma tendência clara; os portugueses estão a trocar as notas e moedas por meios de pagamento eletrónicos:
- Segundo o «Relatório dos Sistemas de Pagamentos 2024» do Banco de Portugal (BdP), os cartões mantêm o domínio absoluto nos pagamentos do dia a dia, representando 85,2% da quantidade total de operações de retalho processadas no SICOI (4,4 mil milhões de pagamentos, com um valor global de 227,6 mil milhões de euros). O seu valor médio por transação de 51,3 euros demonstra a sua utilização generalizada para substituir a nota e a moeda nas compras quotidianas.
- O pagamento por contactless consolidou-se como a forma dominante de utilizar o cartão no comércio presencial, suportado pela modernização do parque nacional de pagamento, que já conta com 567,4 mil terminais automáticos (52,8 por mil habitantes). A quase totalidade destes terminais e cartões em circulação inclui esta tecnologia, eliminando o manuseamento de notas e moedas ao balcão.
- O telemóvel assumiu um papel central na transição para pagamentos sem numerário, impulsionado pelo MB WAY e pela expansão massiva das transferências imediatas no SICOI (que totalizaram 323,8 milhões de operações e 140,9 mil milhões de euros). As transferências imediatas passaram a representar 70,0% do total de transferências no último trimestre do ano, substituindo o dinheiro vivo nas compras online e presenciais.
- Um estudo do Banco Central Europeu (BCE), o «SPACE 2024» (apenas disponível em Inglês), indica que, na Zona Euro, o dinheiro físico só é utilizado em apenas 52% das compras presenciais (a percentagem era de 59% em 2022); em Portugal, a diferença foi ainda mais acentuada.
Este movimento é transversal: também os turistas (que bateram recordes em 2025, com 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, segundo o Turismo de Portugal) chegam cada vez mais habituados a pagar com cartão ou telemóvel.
Sabe quais são os meios de pagamento preferidos dos portugueses?
O que muda para um negócio quando os clientes deixam de pagar em numerário

Quando o numerário deixa de ser a forma de pagamento principal, o impacto sente-se em várias frentes da operação diária:
- Gestão de tesouraria mais simples: menos dinheiro em caixa significa menos tempo gasto a contar notas e moedas, um menor número de deslocações ao banco e uma conciliação de contas praticamente automática;
- Atendimento mais rápido: um pagamento com TPA por contactless ou MB WAY demora apenas alguns segundos, o que reduz filas e aumenta a rotatividade em horas de maior movimento;
- Menor risco associado ao dinheiro em loja: ter menos numerário guardado no espaço físico reduz a exposição a erros de troco e a situações de insegurança;
- As expectativas dos clientes mudam: uma parte crescente dos consumidores (sobretudo os mais jovens e os turistas) simplesmente espera poder pagar com cartão ou telemóvel e reage mal quando essa opção não é disponibilizada;
- O terminal passa a ser uma infraestrutura crítica: se o pagamento com TPA se torna o principal (ou único) meio de cobrança, a fiabilidade, a velocidade e o suporte técnico do terminal tornam-se tão importantes quanto qualquer outro equipamento essencial ao negócio;
- A faturação e o pagamento aproximam-se: passa a fazer sentido que o terminal comunique diretamente com o software de faturação, evitando o registo manual duplicado.
Esta mudança de comportamento também se reflete na forma como os clientes avaliam a experiência de compra, sendo que vale também a pena rever o impacto direto no fluxo de caixa do seu negócio.
As funcionalidades que um terminal de pagamento deve ter em 2026
Nem todos os terminais de pagamento oferecem o mesmo nível de resposta às necessidades atuais de um negócio, em 2026, há um conjunto de funcionalidades que já deve ser considerado essencial:
- Contactless e Near-Field Communication (NFC): constituem formas de pagamento predefinidas, dado o peso que já têm no total de compras com cartão;
- MB WAY integrado: permite-lhe receber pagamentos diretamente por código QR ou notificação na app, sem equipamento adicional;
- Carteiras digitais: o Apple Pay, o Google Pay e equivalentes estão cada vez mais associados ao smartphone do cliente;
- SoftPOS: confere a possibilidade de transformar um smartphone or tablet num terminal de pagamento, sem hardware dedicado, como é o caso da Soft solution, que utiliza tecnologia contactless e MB WAY diretamente no telemóvel do comerciante;
- Dynamic Currency Conversion (DCC): a conversão dinâmica de moeda é fundamental para negócios com clientes internacionais, tratando-se de uma funcionalidade que a REDUNIQ disponibiliza em mais de 35 moedas;
- Talões digitais: reduzem o consumo de papel e facilitam o arquivo de comprovativos;
- Segurança certificada: com o cumprimento da norma PCI-DSS, encriptação de dados e autenticação reforçada nas transações.
TPA físico vs. TPA virtual: sabe qual é a opção ideal para o seu negócio?
Como integrar o terminal de pagamento no software de gestão do negócio
Aceitar pagamentos com TPA é apenas metade da equação; a outra é garantir que essa informação chega, sem qualquer esforço manual envolvido, ao software de faturação e gestão da empresa.
Em Portugal, a faturação está sujeita a regras específicas que qualquer negócio deve conhecer:
- É obrigatório utilizar software de faturação certificado pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), salvo para negócios com faturação anual igual ou inferior a 50.000 € (valor em vigor em 2026), que ainda podem emitir faturas manuais;
- Desde 2022/23, as faturas devem incluir um Código Único de Documento (ATCUD) e um código QR, além de numeração sequencial e assinatura eletrónica válida;
- O incumprimento destas regras pode resultar em coimas que vão dos 150 € aos 3750 € para particulares e até 7500 € para empresas.
Um terminal bem integrado elimina a necessidade de registar cada venda duas vezes (uma no TPA, outra no sistema de faturação); é por isso que a solução Smart da REDUNIQ, por exemplo, se integra diretamente em programas de faturação e gestão amplamente utilizados em Portugal (como Moloni, WinRest, ZS Rest e PHC) e em sistemas de gestão hoteleira (como Opera, Fidelio, Protel, Host e Sihot).
No canal online, a integração estende-se a plataformas de e-commerce como Shopify, WooCommerce e PrestaShop.
Esta integração traz benefícios diretos:
- Menos erros de introdução manual de dados;
- Conciliação automática entre vendas e faturação;
- Relatórios mais fiáveis para a prestação de apoio a decisões de gestão;
- Poupança de tempo da equipa em tarefas administrativas repetitivas.
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Quais são os custos reais de manter uma solução de pagamento atualizada?
Um dos receios mais comuns dos empresários é o custo inerente à adoção ou atualização de uma solução de pagamento. Olhando para o preçário oficial da REDUNIQ em vigor, a estrutura de custos costuma incluir (valores + IVA):
- Taxa de adesão: geralmente cobrada uma única vez no início do contrato;
- Taxa de Serviço ao Comerciante (TSC): uma percentagem aplicada sobre cada transação, que varia consoante o tipo de cartão (débito ou crédito) e a sua origem (nacional, União Europeia [UE] ou fora da UE). Os cartões de débito de particulares emitidos na UE tendem a ter a taxa mais baixa, enquanto os emitidos fora da UE têm, regra geral, uma taxa mais alta;
- Mensalidade de suporte técnico: é ajustada ao volume de faturação do negócio, o que significa que os negócios com faturação mais baixa pagam mensalidades de menor valor;
- Custos pontuais: reposição de rolos de papel, carregadores ou uma eventual taxa por não devolução do equipamento em caso de rescisão de contrato.
Estes valores variam de contrato para contrato, pelo que a forma mais precisa de os conhecer é através do simulador da REDUNIQ, que lhe permite estimar os custos a acarretar à medida do seu negócio.
Existe igualmente um custo por não atualizar a solução de pagamento, mais difícil de quantificar, mas igualmente real:
- Há clientes que desistem das suas compras por não poderem pagar como preferem (segundo o BCE, 24% dos consumidores da Zona Euro já relataram que o seu método de pagamento preferido não estava disponível no estabelecimento comercial a que se dirigiram);
- Poderá perder potenciais vendas junto de turistas, sobretudo num contexto de recorde de visitantes em Portugal;
- A exposição a fraudes ou falhas técnicas em equipamentos desatualizados é sempre maior.
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Como a inteligência artificial (IA) está a transformar os terminais de pagamento
A par da adoção de novos meios de pagamento, o setor financeiro tem vindo a incorporar IA nos seus sistemas de deteção de fraude e análise de transações.
Segundo um relatório da Mastercard (disponível somente em Inglês), 83% dos líderes do setor afirmam que a IA já reduziu falsos positivos e perdas de clientes, num contexto em que o impacto financeiro global da fraude ultrapassou os 485 mil milhões de dólares em 2024.
Estudos de mercado, como os da Juniper Research, preveem ainda um crescimento acentuado das soluções de pagamento por telemóvel (SoftPOS) nos próximos anos, impulsionado, em parte, por estas capacidades analíticas.
Na prática, a IA está a ser utilizada para:
- Identificar padrões de transação invulgares em tempo real, ajudando a prevenir fraudes sem bloquear pagamentos legítimos;
- Gerar relatórios e análises preditivas que ajudam o comerciante a entender melhor o seu negócio;
- Simplificar a reconciliação entre vendas, faturação e movimentos bancários.
A REDUNIQ acompanha esta evolução assente em normas de segurança certificadas (como o PCI-DSS) e em ferramentas próprias de análise de mercado, disponíveis na plataforma «REDUNIQ Insights». Esta é uma área que deverá continuar a evoluir rapidamente nos próximos anos e que vale a pena seguir de perto.
O que acontece aos negócios que não acompanham a evolução dos meios de pagamento
Ficar parado enquanto o comportamento de pagamento dos clientes muda tem consequências concretas, nomeadamente:
- Perda direta de vendas: um cliente que não consegue pagar como prefere tende a desistir da compra ou a procurar a concorrência;
- Pior experiência do cliente: especialmente entre turistas e gerações mais jovens, mais habituados a pagamentos digitais;
- Desvantagem competitiva face a negócios do mesmo setor que já oferecem mais opções de pagamento;
- Maior exposição a risco regulatório futuro: a «Estratégia 2030» está atualmente a considerar tornar obrigatória para os comerciantes a aceitação de pelo menos um meio de pagamento eletrónico para além do numerário, uma medida ainda em análise, mas que sinaliza a direção que o setor está a tomar;
- Os equipamentos desatualizados são mais vulneráveis a falhas técnicas e a problemas de segurança.
Setores como a catering (no âmbito da qual a REDUNIQ já trabalha com mais de 30.000 estabelecimentos em Portugal) e o retail sentem esta pressão de forma particularmente direta, sobretudo em zonas turísticas.
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Enquadramento legal: o que muda (e o que ainda não muda)
Este é um ponto que gera dúvidas frequentes e que, como tal, importa esclarecer:
- Atualmente, não existe uma obrigação legal que force os comerciantes a aceitarem pagamentos por cartão. Cada negócio escolhe que meios de pagamento aceita, devendo apenas informar os clientes relativamente a essa escolha de forma visível;
- O dinheiro tem curso legal, mas com limites: um comerciante não é obrigado a aceitar mais de 50 moedas numa única transação, para além de que os pagamentos em numerário no valor de 3000 € ou mais são proibidos por lei (Lei n.º 92/2017, de 22 de agosto). Para entidades com contabilidade organizada, o limite cai para 1000 €;
- A supramencionada «Estratégia 2030» pondera tornar obrigatória a aceitação de um meio eletrónico de pagamento da parte dos comerciantes;
- A nível europeu, está em preparação um novo enquadramento (PSD3/PSR) que deverá reforçar as regras de segurança e responsabilidade em caso de fraude, com aplicação prevista para depois de 2027.
Prepare o seu negócio para uma era sem dinheiro vivo
A tendência é clara e dificilmente reversível: cada vez mais clientes em Portugal pagam sem dinheiro vivo e essa mudança obriga qualquer negócio a repensar não só processos e tecnologia, como também a experiência de compra.
Um pagamento com TPA fiável, integrado no software de gestão e preparado para os meios de pagamento mais recentes deixou de ser um detalhe operacional, constituindo-se atualmente como parte central da estratégia de qualquer negócio que queira continuar a crescer.
A REDUNIQ tem mais de 50 anos de experiência no apoio a empresas portuguesas nesta transição, com soluções de pagamento para o seu negócio adaptadas à physical shop, ao canal online and distance selling.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Não. A legislação portuguesa não obriga os comerciantes a aceitarem cartões; cada negócio decide que meios de pagamento pretende disponibilizar, devendo informar os clientes relativamente à sua escolha de forma clara e visível. Ainda assim, a procura crescente por pagamentos com TPA torna esta opção cada vez mais indispensável na prática.
Um TPA físico é um equipamento dedicado a pagamentos com cartão ou contactless. Um TPA virtual (ou SoftPOS) transforma um smartphone or tablet num terminal de pagamento, sem necessidade de hardware adicional, como é o caso da solução Soft da REDUNIQ, que utiliza a tecnologia contactless e o MB WAY diretamente no telemóvel do comerciante.
Não. O terminal processa o pagamento, mas a fatura tem de ser emitida através de um programa certificado pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). O ideal é que os dois estejam integrados, como acontece com a solução Smart da REDUNIQ e programas como Moloni, WinRest ou PHC, evitando o registo manual duplicado.
Os custos variam consoante o tipo de comércio, o volume de faturação e os cartões mais utilizados pelos clientes, mas o mais comum é incluírem uma taxa de adesão, uma percentagem por transação (TSC) e uma mensalidade de suporte técnico. Para uma estimativa ajustada ao seu negócio, pode utilizar o simulador disponível no site da REDUNIQ.