Meios de pagamento inovadores estão a contribuir para a recuperação do Turismo e do Entretenimento

As viagens de Turismo foram fortemente afetadas pela pandemia deixando em terra milhares de turistas que, a partir de sua casa, se viram obrigados a viajar digitalmente através do ecrã do seu computador.

Quando um certo otimismo, em muito devido à vacinação, estava a tomar conta da moral dos consumidores, eis que surgem novas variantes que levam a indústria do Turismo e da Cultura a ter que encontrar soluções inovadoras que respondam de forma efetiva às expectativas e necessidades dos viajantes.

A recuperação da indústria do Turismo e da Cultura

Graças à vacinação e ao levantamento de várias restrições, na segunda metade de 2021 as reservas de viagens de lazer começaram a aumentar. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de viajantes nos aeroportos mais do que duplicou no último verão em relação a 2020, embora ainda longe dos números pré-pandemia.

O mesmo parece ter-se verificado em outras partes do mundo. Durante o verão, as viagens domésticas dentro do Região Ásia-Pacífico recuperaram algumas das perdas registadas em 2020, enquanto na Europa as viagens regressaram em força graças não só a um intenso esforço vacinal, como também aos bilhetes baratos.

No Reino Unido, um dos países que mais apostou na vacinação massiva da sua população, é um belo exemplo disso mesmo com o Euromonitor a registar um recorde no número de britânicos que fez reservas para viagens domésticas de curta-duração (especialmente para locais rurais).

O Digital é a prioridade

Em última análise, o fator decisivo para a reserva ou não de uma viagem de lazer é a experiência de compra do cliente: desde a pesquisa e pagamento à segurança da viagem e à própria experiência de lazer. Não há volta a dar, para os consumidores atuais, as melhores experiências são aquelas que permitem um alto grau de personalização através da utilização do smartphone não só para pesquisar e reservar online, como também para pagar com recurso a QR Codes, contactless e carteiras digitais.

Ser capaz de pesquisar, comprar e acompanhar o processo de reserva online a partir de qualquer lugar não é apenas o máximo em conveniência, é, de igual forma, a forma mais segura de operar em tempos tão incertos como aqueles que vivemos, já que é fundamental continuar a manter o distanciamento físico e evitar o contacto com superfícies.

Talvez por isso, não seja surpresa que um estudo da Discover datado de junho deste ano revele que 56% dos viajantes inquiridos afirmem pretender utilizar meios de pagamento contactless com mais frequência durante as suas viagens.

Esta necessidade de uma experiência segura e sem contato cria um grande desafio para as plataformas de reserva, operadores de viagens, hotéis e comerciantes, qualquer que seja a dimensão do negócio. Se as grandes empresas podem facilmente alocar financiamento para modernizarem as suas infraestruturas tecnológicas de reservas e pagamentos, já no que toca a negócios de menor dimensão irão necessitar de estabelecer parcerias com fornecedores de soluções digitais de modo a poderem entregar ao cliente uma experiência perfeitamente adaptada às suas necessidades e desejos.

Como vimos referindo ao longo deste artigo, os processos de reserva e pagamento são críticos para a oferta de uma experiência de compra perfeita. Por exemplo, 60% dos carrinhos de compras online são abandonados antes da finalização de compra devido à existência de atrito, ou seja: o processo de checkout é muito confuso, muito lento ou muito difícil de completar a partir de um smartphone.

Se a estas dificuldades somarmos as preocupações crescentes com a segurança dos pagamentos, é fácil perceber o porquê de muitos consumidores procurarem um outro operador de viagens, plataforma de reservas ou até mesmo uma outra loja (física ou online) para fazerem as suas compras.

O que podem os consumidores esperar com a recuperação do Turismo e da Cultura?

Com estas considerações em mente, a questão que permanece para consumidores, e mesmo para empresas, é o que devem esperar com a gradual recuperação da indústria do Turismo e da Cultura?

Vários estudos têm apontado, o sucesso dos programas de vacinação, a testagem eficaz e a implementação de medidas de segurança apertadas e eficazes como fatores cruciais para a recuperação do Turismo e Cultura.

Contudo, as preocupações não se ficam pelo campo da higiene e segurança. A facilidade de escolha dos meios de pagamento de compras e reservas e a flexibilidade no cancelamento de viagens sem penalizações tonaram-se hoje em dia decisivos na tomada de decisão quanto à compra, ou não, de uma viagem por parte dos consumidores.

Como resultado deste novo tipo de prioridades, a adoção de novas tecnologias de pagamento onde se inclui, por exemplo, o contactless, e cancelamento flexíveis tornam-se condição para que os consumidores voltem a viajar com mais intensidade contribuindo, desta forma, para a recuperação da indústria do Turismo e da Cultura.

Em viagens e na cultura, como na maioria dos setores, a pandemia acelerou as tendências de personalização e digitalização do consumo, o que coloca uma pressão adicional sobre os agentes económicos para que ofereçam soluções à altura das necessidades, pois agora que os consumidores sabem como é fácil comprar e pagar a partir do conforto de suas casas, eles esperam que este “toque digital” se estenda a todos os lugares e experiências de consumo que procurem.

 

* Artigo adaptado de Discover® Global Network.